O QUE É AUTO-HIPNOSE?



A Auto-Hipnose é um dos diversificados recursos que a Hipnose Clínica possui para te ajudar a ser a melhor versão possível de si mesmo, bem como viabilizar seus clientes e pacientes a conquistarem essa melhor versão também. Muito provavelmente você já ouviu ou mesmo leu esse tipo de afirmação, mas o que você talvez não saiba é porque a Auto-Hipnose tem essa capacidade e até onde ela é capaz de chegar.


Para responder a essas questões, inicialmente, cabe-nos conceituar o que é Hipnose. Por mais que você possa já saber, repisamos: Hipnose é um processo de foco e concentração, por meio ao qual o sujeito vence as barreiras conscientes, uma vez que nesse processo ocorre o rebaixamento do Fator Crítico (ou Faculdade Crítica) da mente consciente, viabilizando a alteração dos conteúdos subconscientes de forma facilitada. E o conceito de Auto-Hipnose? É exatamente o mesmo! Sim, não existem diferenças fenomenológicas entre a Auto-Hipnose e a Hipnose – ambas são formas de realização de um mesmo fenômeno: o fenômeno hipnótico.


Se não existem diferenças fenomenológicas, entretanto, existem diferenças procedimentais que podem gerar diferenças nos resultados obtidos, a depender do que se estiver pretendendo com aquela prática.



Falemos então dessas diferenças procedimentais, semelhanças e complementaridades.

Há o gênero fenomenológico chamado Hipnose, dentro do qual se encontram duas espécies de fenômenos que se podem chamar por Auto-Hipnose (fenômeno hipnótico conduzido pela própria pessoa – ou seja, áudios ou vídeos de “Auto-Hipnose” não entram nessa categoria. Nesses áudios e vídeos a pessoa está sendo conduzida por alguém, mesmo que não presencialmente.) e Hetero-Hipnose (fenômeno hipnótico conduzido por uma terceira pessoa – incluindo quando não presencialmente, tal como ocorre com os áudios e vídeos de “Auto-Hipnose”, por exempo). Independentemente de qual das duas espécies, quando seus fenômenos ocorrem, estamos falando de Hipnose. A maior parte dos fenômenos possíveis de ocorrer em uma espécie também são possíveis de ocorrer na outra – a exemplo é perfeitamente possível eliciar um fenômeno de anestesia com a Hetero-Hipnose, bem como é perfeitamente possível realizar a mesma façanha por meio à Auto-Hipnose.


Embora não seja possível, na prática, realizar de forma científica e comprovada um procedimento complexo de psicoterapia apenas utilizando a Auto-Hipnose (pelo óbvio motivo de que num procedimento complexo de psicoterapia, o sujeito precisa de um acompanhamento técnico que extrapola a simples fenomenologia hipnótica – nesses casos a pessoa precisa de todas as técnicas Hipnose Clínica), é absolutamente possível fazer com que um processo de tratamento pela Hipnose Clínica traga os resultados esperados com maior presteza e qualidade se, por exemplo, ao cliente/paciente for ensinada a Auto-Hipnose.


Eu digo isso por experiência própria: Ao ensinar Auto-Hipnose aos clientes e pacientes eles acabam descobrindo como reforçar toda a mudança trabalhada e, até mesmo, modificar seus próprios comportamentos em pontos que nem mesmo haviam sido trabalhados, sem a necessidade de uma nova intervenção direta por Hetero-Hipnose. O resultado disso? Melhores resultados em menos tempo, ainda!



Imagine a seguinte cena: O sujeito busca tratamento para depressão, com a Hipnose Clínica. Ele passa pelo tratamento e logo já percebe que a depressão não mais se faz presente. Ele tinha outras queixas menores, no entanto, que acabaram nem sendo efetivamente abordadas no procedimento principal do tratamento (como insônia, ou falta de libido, dificuldade em estudar, dificuldade para acordar num determinado horário, etc.). Ao invés de realizar um novo processo psicoterapêutico para atingir individualmente cada uma dessas queixas, pode-se ensinar Auto-Hipnose a essa pessoa para que por si só, obviamente com a devida orientação e respaldo, ela possa promover essas mudanças em si, de forma instantânea – literalmente em menos de 15 segundos, na maior parte dos casos.


Veja, ensinar aos clientes e pacientes e usar a Auto-Hipnose é, literalmente, se tornar um “usuário 2.0” do próprio cérebro, e possibilitar as outras pessoas se tornarem “usuárias 2.0” dos próprios cérebros também!


Apenas para finalizar, dou meu relato como praticante e usuário de Auto-Hipnose há mais de uma década: Com a Auto-Hipnose já realizei procedimentos estéticos que precisavam de anestesia local, e para mim bastaram apenas quinze segundos de concentração; também regulei meu relógio biológico; regulei minhas horas de sono; melhorei minhas capacidades físicas de força e resistência em exercícios; melhorei a qualidade das minhas relações pessoais, amorosas e profissionais; venci barreiras de crenças limitantes... enfim, fiz tudo isso e ensinei centenas e centenas de pessoas a fazerem o mesmo.


Entende do que estamos, realmente, falando?



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