COMO É O TRATAMENTO COM A HIPNOSE CLÍNICA?



O tratamento psicoterapêutico, ou seja, utilizando a hipnose como potencializadora dos resultados clínicos, apresenta resultados surpreendentemente rápidos e duradouros aos seus beneficiários, mas isso você provavelmente já sabe. A questão mais importante, e que eu preciso te responder, é: Por quê?


Na realidade, quem nos responde essa questão e tantas outras correlatas é o Dr. Alfred Barrios, PhD em Psicologia Clínica pela Universidade da California, em seu artigo científico “Hipnoterapia: uma reavaliação”, de 1970. Os conteúdos desse artigo foram postos à prova diversas vezes após Dr. Barrios o haver publicado, até que a comunidade científica se desse por satisfeita em confirmar a concretude dos resultados iniciais.



A sistemática da pesquisa do Dr. Barrios se baseava em comparar resultados num grupo de controle com uma população de 1.832 pacientes, e os resultados apresentam o abismo que existe entre os desempenhos psicoterapêuticos da Hipnose Clínica, quando comparados com a Psicanálise e Terapia cognitivo-comportamental.


Em paráfrase ao próprio artigo do Dr. Barrios, descobriu-se que para a Psicanálise podemos esperar uma taxa de recuperação de 38% após aproximadamente 600 sessões. Para Terapia Comportamental, podemos esperar recuperação de 72% após média de 22 sessões. Para a Hipnose Clínica, podemos esperar uma taxa de recuperação de 93% após uma média de 6 sessões. Se convertermos essa quantidade de sessões para termos temporais, estaríamos falando de 12 anos e meio de tratamento exclusivo de Psicanálise, para 5 meses e meio de tratamento exclusivo de Terapia Cognitivo-comportamental e apenas 1 mês e meio de tratamento exclusivo com Hipnose Clínica.



Essa diferença abismal de resultados se deve a vários fatores, mas se formos resumir, podemos ir ao principal: Alocação de engajamento e capacidade cognitiva. Quando pensamos em processos cognitivos conscientes, estamos falando de cerca de 5% de toda a nossa capacidade cognitiva, e quando estamos pensando em processos subconscientes, estamos falando de cerca de 95% de toda a nossa capacidade cognitiva. Ou seja, uma proporção de 1 para 19.


Todas as abordagens psicoterapêuticas, que não se utilizem da hipnose, contarão com um percentual de capacidade cognitiva neurologicamente engajada que flutua de 5% a 7,5%, a depender da pessoa. Se aplicarmos as mesmas abordagens, mas com associação à Hipnose Clínica, a alocação passa a ser de 100%.


Em outras palavras, uma abordagem psicoterapêutica sem o concurso da Hipnose Clínica ocorre com cerca de 19 vezes menos capacidade cognitiva engajada no processo clínico – que alegoricamente seria algo muito próximo de um cabo-de-guerra mental da pretensão consciente contra a resistência e os mecanismos subconscientes de autoproteção, possuindo de um lado 1 pessoa (engajada com a mudança) e do outro 19 pessoas (engajadas em não mudar nada); o que por si só já justificaria os longos períodos de tratamento sem grandes resultados apreciáveis. Por outro lado, quando olhamos para uma abordagem psicoterapêutica, com o concurso da Hipnose Clínica, nos deparamos para todas as 20 pessoas (do exemplo alegórico anterior), engajadas no processo de mudança. Em resumo, quanto menos resistência consciente, maior os resultados subconscientes e, portanto, mais efetivas as mudanças pretendidas pelo processo psicoterapêutico.


Mas se os resultados são tão díspares dessa maneira, porque então essas outras linhas psicoterapêuticas, sobretudo a Psicanálise, não adota a Hipnose Clínica como uma das ferramentas padrão em suas abordagens? A resposta é, na realidade, bem simples.



Retomando ainda comentários do Dr. Alfred Barrios, presentes em seu supracitado artigo, observa-se que o Dr. Freud abandonou a Hipnose Clínica devido ao “pequeno número de pessoas que podiam ser colocadas em estado profundo de hipnose”. Conforme o próprio Dr. Barrios, este é um dos muitos conceitos de Sigmund Freud que possuem mais de um século de atraso, mas que continua sendo propagado entre grande parte dos amantes de Freud e de sua Teoria Psicanalítica. O problema não está exatamente na Teoria Psicanalítica em si – fonte de conhecimento da qual inclusive também regozijo em fruir – mas sim no anacronismo presente na visão dessa grande parte da Psicanálise. Na época do Dr. Freud se levava cerca de cinco horas para apenas induzir alguém ao transe hipnótico (uma óbvia perda de tempo que, sabiamente, fez com que o pai da Teoria Psicanalítica abandonasse a prática hipnótica à época); atualmente, no entanto, a Hipnose Clínica dispõe de induções rápidas e instantâneas, capazes de colocar qualquer paciente/cliente em um transe jamais produzido por Freud (ou qualquer outro hipnotista de sua época), e em menos de 5 minutos.


Inclusive outra objeção comum desse mesmo grupo à Hipnose Clínica, e que também está ultrapassada há mais de um século, era de que a Hipnose não tratava a causa dos problemas. Dr. Freud não estava, de fato, errado: Há mais de 100 anos, ela era utilizada para tratar sintomas, apenas. Poucas décadas depois do falecimento de Freud, porém, ocorrera um processo de evolução muito aguda nas técnicas de Hipnose Clínica. Essa evolução foi responsável por tornar a abordagem hipnótica capaz de para localizar e eliminar a causa dos problemas, conjugando esses excelentes resultados com a rapidez inerente aos motivos já citados anteriormente.


Eu mesmo, em todos meus anos de prática clínica, recebi e recebo pessoas que passaram por diversas abordagens anteriores à Hipnose Clínica, e que quase na totalidade dos casos foram tentativas frustradas de tratamento com essas outras abordagens que fizeram essas pessoas chegarem até mim, onde com a Hipnose Clínica casos de depressão, ansiedade, síndrome do pânico, fobias, fibromialgia, ideações suicidas, compulsões, vícios, dentre tantos outros, acabam por encontrar uma resolução efetiva e em pouco tempo – basta olhar os depoimentos em minhas redes sociais, por exemplo, que saberá exatamente do que estou falando e do porque dedico minha vida a auxiliar pessoas por meio à Hipnose Clínica.



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