Please reload

201 CLITÓRIS, A SEXUALIDADE FEMININA E MARIE BONAPARTE

14/08/2019

Os 201 clitóris de Marie Bonaparte

 

RESUMO

Apresentamos um panorama da doutrina bonapartista em torno da sexualidade da mulher, por meio do qual damos destaque especial ao papel do clitóris no desenvolvimento da psicossexualidade da mulher e a subsequente tese da causa anatômica da frigidez. O pensamento bonapartista obedece a três veios principais de pensamento: o veio biologicista, o psicanalítico e o etnológico. O procedimento de análise sistemática dos textos nos possibilita demonstrar a importância atual que o pensamento bonapartista adquire na psicanálise.

Palavras-chave: Clitóris, Frigidez, Mulher, Psicanálise.

 

Introdução

Para introduzir partimos de um importante trecho da obra freudiana sobre a sexualidade da mulher, em que ele afirma:

 

A frigidez sexual das mulheres, cuja frequência parece confirmar esse descaso, é um fenômeno ainda insuficientemente compreendido. Às vezes, é psicogênico e, nesse caso, acessível à influência; em outros casos, porém, sugere a hipótese de ser constitucionalmente determinada e, até mesmo, de existir um fator anatômico coadjuvante (FREUD, [1933] 1976, p. 131).

 

Essa passagem nos elucida duas principais razões: primeiro, testemunha a influência que o pensamento bonapartista teve no pensamento freudiano; segundo, constitui um verdadeiro resumo dos principais pontos de vista bonapartista sobre a frigidez feminina. Sabemos que a princesa Marie fora analisada pelo fundador da psicanálise, o que resultou no surgimento de uma grande amizade entre os dois (BERTIN, 1989), e, consequentemente, a levou a assumir a carreira de psicanalista e abraçar a causa freudiana na sua difusão e propagação, principalmente no território francês. Seu protagonismo não implicou somente a retirada do pai da psicanálise e de parte de sua família da Áustria nazista, nem em preservar e traduzir inúmeros textos da psicanálise.1

Em 1926 juntamente com outros contribuiu com a fundação da Société Psychanalytique de Paris (BERTIN, 1989; ROUDINESCO, 1994). A princesa Marie também financiou a criação da Revue Française de Psychanalyse, órgão oficial da sociedade, e em 1934 é inaugurado o Instituto de Formação, o então Instituto de Psicanálise, órgão de ensino da sociedade, localizado na época no Boulevard Saint-Germain, graças à sua generosidade.

 

Durante muitos anos a princesa Marie ensina no respectivo Instituto, e entre os principais temas abordados por ela se destacam a teoria dos instintos, a frigidez feminina e sobre a interpretação dos sonhos.

 

Feita essa súmula biográfica, afiançamos que o presente artigo tem como objetivo esclarecer o principal trabalho escrito por ela sobre a sexualidade da mulher (BONAPARTE, 1967), pois acreditamos que é relevante no cenário contemporâneo dos estudos feministas e de relações de gênero. Essa obra faz parte de um conjunto maior de estudos psicanalíticos da autora sobre o tema (NARJANI,2 1924; BONAPARTE, 1952a, 1952b, 1952c).

 

A característica marcante no estilo dos trabalhos bonapartianos é a mistura de termos e conceitos da biologia com os conceitos da psicanálise. A autora constrói um verdadeiro aparato de termos anfíbios que denotam a mistura dos dois campos de saber (AMOUROUX, 2012).

 

Se remontarmos à época em que se concentra a maior parte da publicação dos seus escritos sobre a sexualidade feminina, somos levados a reconhecer que ela está na contramão do fenômeno chamado de giro linguístico, ocorrido nas décadas de 1950 e 1960.

 

O giro linguístico significou, entre outros aspectos, que a linguagem adquiriu importância cada vez maior nas ciências sociais e humanas como meio de construção de ferramentas para a realização de pesquisa social, e um exemplo de construção de uma ferramenta desse tipo é a Análise do Discurso.

 A partir de, então, ocorre uma quebra na separação hierárquica entre a linguagem cotidiana e a linguagem científica (esta era até então considerada possuidora de maior valor).

 

O giro linguístico foi um giro no sentido de ter sido uma mudança radical graças ao seu questionamento se a linguagem cotidiana é suficiente para explicar o mundo e a vida real (IÑIGUEZ, 2005a, p. 55).

 

Portanto, esse giro abre caminho para as dimensões em que o trabalho da ciência passa a ser igual a qualquer outra prática social e para a fundamentação epistemológica da ciência social crítica (IÑIGUEZ, 2005b), por exemplo, aquela empreendida por Rorty.

 

A psicanálise não ficou imune ao giro linguístico, e Lacan (1998) se contrapõe ao caminho que a princesa Marie trilha para a psicanálise, ou seja, a aliança com a biologia. Então, ele abraça com tudo os estudos da linguística, principalmente os realizados por Ferdinand de Saussure e Roman Jakobson, na sua releitura de Freud, como atestam seus seminários da década de 1950 e 1960, o que, anos mais tarde, culminou na invenção da ‘psicanálise lacaniana’.

 

Laplanche (1992; 1999; 2008; 2015) também é outro exemplo de psicanalista importante na França que, sem sombra de dúvidas, faz duras críticas ao biologicismo em psicanálise, que ele nomeia como “desvio biologizante” (LAPLANCHE, 1999) e como o movimento ptolomaico na chamada “revolução copernicana” em psicanálise (LAPLANCHE, 2008).

 

As críticas laplancheanas em grande parte denunciam o uso mitológico da biologia na obra freudiana, ponto de vista que consideramos importante no nosso resgate histórico-epistemológico das obras bonapartianas. O apego à biologia no pensamento psicanalítico bonapartiano pode levar a um caminho onde tudo que é da ordem do simbólico ou do pulsional fica comprometido com o real do biológico.

Não pretendemos neste artigo esgotar as múltiplas possibilidades de discussão sobre esse tema, mas consideramos não deixar esses fatos alheios a nossa discussão. Assim, a psicanálise e a biologia não são os únicos eixos de pensamento da princesa Marie. O aspecto etnológico e antropológico também é muito importante em suas pesquisas, pois ela sempre busca dados das pesquisas antropológicas, e sabemos da sua forte ligação e interesse pelas pesquisas do antropólogo Bronislaw Malinowski (BERTIN, 1989), principalmente nos seus estudos sobre os ritos em tribos primitivas de iniciação das jovens, que incluem a excisão do clitóris.

 

Panorama: sobre os 200 clitóris

No artigo de Narjani (1924) encontramos a polêmica pesquisa bonapartiana com 200 mulheres, tomadas aleatoriamente na população de Paris. Através de um exame ginecológico minucioso ela mediu a distância entre o clitóris e o orifício uretral e constatou uma variação de 1 a 4 cm. Então, com base no exame e nas entrevistas com essas mulheres em torno do orgasmo, deduz que, quanto maior a distância, maior a probabilidade de a mulher ser acometida de frigidez por causa anatômica. E a solução estaria na cirurgia de aproximação, conhecida como operação Halban-Narjani.

 

Tomadas as devidas críticas e o distanciamento necessário na análise da tese bonapartista sobre a cirurgia da frigidez, pretendemos nesta oportunidade esclarecer que, embora cirurgia da frigidez tivesse caído em desuso, a sua tese da causa anatômica da frigidez é hoje reconhecida cientificamente por inúmeros trabalhos na área da medicina e das ciências biológicas (WALLEN; LLOYD, 2008; 2011), assunto que retomaremos mais adiante.

 

No seu longo estudo entre 1929 e 1942, a princesa Marie se interessa particularmente pelos trabalhos que descrevem práticas sexuais exóticas em povos primitivos. Tendo como base os trabalhos antropológicos como os de Géza Róheim, Felix Bryk, Marcel Mauss, entre outros, ela focaliza seu interesse sobre a excisão ou clitoridectomia em tribos primitivas e passa a se interessar pela sexualidade e pelo psiquismo das mulheres excisadas.

 

No seu célebre texto sobre essa questão (BONAPARTE, 1952c) ela compara e relata vários casos clínicos de mulheres europeias que sofriam de masturbação excessiva e cujo tratamento fora feito pela excisão, mas em muitos casos esse procedimento não alcançara o objetivo almejado, ou seja, cessar a masturbação na mulher.

 

Ela constata que a sensibilidade erótica das mulheres não é totalmente afetada pela excisão e que não são observados mais casos de frigidez nas mulheres primitivas, egípcias ou mulçumanas excisadas do que nas mulheres europeias não excisadas. Segundo Amouroux (2012) provavelmente a princesa Marie foi uma das primeiras mulheres ocidentais a poder assistir aos rituais de mutilação sexual praticadas em Djibouti.

 

Segundo Bonaparte (1952b) e com base em Freud ([1905] 1976), podemos traçar a gênese do clitoridismo na mulher e os tipos de frigidez. A frigidez pode ter origem psíquica, ou seja, ser produzida por uma educação moral rígida e repressora; ou anatômica, isto é, quanto maior a distância da glande do clitóris do orifício uretral, maior a probabilidade da insensibilidade.

 

Todos os estudos sobre a sexualidade feminina serão condensados na sua obra sobre a sexualidade da mulher (BONAPARTE, 1967), onde desenvolve a tese da bissexualidade dos seres humanos, principalmente como se manifesta na mulher.

 

Sobre a evolução da libido a autora remonta às teses desenvolvimentistas freudianas, em que a menina, depois de uma fase comum passiva anal contra a mãe, aborda uma fase ativa passageira fálica contra ela, depois uma segunda fase passiva (cloacal) contra o pai. Em seguida há o período de latência, e a última fase passiva (genital, vaginal, púbere) com exclusão relativa durável do clitóris e a afirmação da vagina.

É nesse livro que ela retoma seu estudo sobre as mutilações físicas das mulheres primitivas e realiza um paralelo psíquico na nossa civilização ocidental moderna. Podemos considerar a princesa Marie uma autora feminista? Qual o papel do clitóris em sua obra sobre a sexualidade feminina?

 

Incontestavelmente ela foi uma mulher engajada com a causa feminista de sua época (BERTIN, 1989). Além de cumprir o papel de embaixatriz de Freud na França (APPIGNANNESI; FORRESTER, 2011), teve uma vida exemplar de coragem intelectual e de dignidade, pois contribui muito para o estudo da frigidez feminina, assunto tabu em sua época.

 

Os 200 clitóris encontram lugar no escopo teórico do seu célebre estudo (NARJANI, 1924), como dito anteriormente. É daí que surge sua curiosa tipologia feminina levando em conta a distância da glande do clitóris ao meato urinário, e as mulheres estariam classificadas em três grupos: as teleclitorídias (> 2,5 cm); as mesoclitorídias (em torno de 2,5 cm); e finalmente as paraclitorídias (< 2,5 cm). Isso significa que as primeiras seriam anorgásticas e necessitavam de tratamento cirúrgico, enquanto as segundas tinham orgasmos eventuais, podendo aumentar a frequência deles com certas posições facilitadoras, e as paraclitorídias seriam as verdadeiramente orgásmicas (LEMEL, 2010). De fato, Bonaparte (NARJANI, 1924) via além da tipologia feminina freudiana (FREUD, [1931] 1980).

 

Hoje a cirurgia Halban-Narjani não se sustenta mais, contudo sua tese sobre a causa anatômica da frigidez, é atualmente reconhecida por pesquisas recentes sobre esse tema (PAVLIEEV; WAGNER, 2016; WALLEN, LLOYD, 2011; WALLEN, LLOYD, 2008).

 

É importante dizer que todos esses artigos citam o trabalho de Bonaparte (NARJANI, 1924) como fonte primária. Suas pesquisas, corroboram a tese bonapatista, vão além e realizam um estudo comparado com várias espécies de mamíferos e primatas, e relacionam a posição anatômica do clitóris com a possibilidade de obtenção de orgasmo por parte da fêmea (PAVLIEEV; WAGNER, 2016).

Os estudos afirmam que para algumas espécies de mamíferos como o esquilo, o coelho, o porco-espinho, entre outros, a obtenção do orgasmo é condição para ovulação. Assim, a posição do clitóris é dentro do canal vaginal, o que facilita o contato com o pênis do macho durante o coito, e a sensação de orgasmo é obtida mais facilmente. Por outro lado, há animais como a cabra, o camelo, o cavalo, o golfinho, entre outros, em que a posição do clitóris é na borda do canal vaginal. E finalmente, nos primatas, nas diversas espécies de macacos, ratos, e no ser humano, o clitóris das fêmeas está localizado anatomicamente distante do canal vaginal, pois evolutivamente nessas espécies o orgasmo foi dissociado da ovulação.

 

Esses estudos servem para certificar que a tese da causa anatômica da frigidez apontada por Bonaparte (NARJANI, 1924) tem validade científica comprovada. O ineditismo do trabalho da princesa Marie está justamente em realizar uma pesquisa dessa natureza numa época em que não dispúnhamos de tantos recursos tecnológicos como temos hoje.

 

Somando mais um clitóris

O mais um clitóris para fechar nossa conta dos 201 clitóris, é justamente o próprio clitóris da princesa Marie. Sabemos que ela se submeteu ao procedimento cirúrgico de aproximação do seu próprio clitóris do orifício uretal. Segundo Bertin (1989) ela própria financiou as condições de desenvolvimento dessa técnica cirúrgica junto ao Dr. Halban, importante cirurgião vienense.

 

Esse fato abriu brecha para que muitos críticos acreditassem que a princesa Marie fosse uma mulher frígida. Contudo, temos notícias de inúmeros amantes que ela teve durante sua vida, fato que propiciou a escrita de um livro intitulado Os homens que amei (inédito) e que nunca foi publicado.3 Querelas à parte, preferimos não afirmar que ela era uma mulher frígida.

 

Disso tudo, a pergunta que achamos mais relevante para fazer é: qual o status do clitóris na teoria psicanalítica bonapartiana sobre a sexualidade da mulher? Segundo Bougeron (1997) o status do clitóris na obra bonapartiana marca uma floresta de interpretações e de reflexões clínicas e teóricas que denotam sua pertinência. De fato, o uso do termo clitóris chega a ser abusivo, dotando-o de uma aréola de fetiche.

 

Sua biógrafa Bertin (1989, p. 269) afirma:

Freud lhe diz um dia (15 de fevereiro de 1927) que ela é realista com às vezes uma Wildephantasie (fantasia selvagem). É esse aspecto de seu caráter que a leva a procurar na cirurgia uma resposta fácil para os seus problemas sexuais.

 

Essa operação é apontada como marcando “[...] o fim da lua-de-mel com a análise. Freud a admoesta por tê-la praticado” (BERTIN, 1989, p. 269). Nesse momento, a princesa Marie chegou a cogitar em abandonar a psicanálise e fazer medicina. Contudo, isso não acontece.

 

Para outros críticos

 

As passagens ao ato cirúrgico da princesa não puderam ser analisadas por Freud num momento em que ele mesmo se submetia a numerosas intervenções para seu câncer no maxilar. Além do mais, Freud não soube analisar sua contratransferência paternal (AMOUROUX, 2012, p. 78).4

 

Contudo, sabemos que a amizade entre Freud e Bonaparte nunca foi abalada, e os dois se mantiveram amigos até o fim da vida.

 

Conclusão

Por meio deste estudo foi possível esquadrinhar a tese da causa anatômica da frigidez de Bonaparte e como essa ideia influencia o pai da psicanálise sobre a sexualidade da mulher. Apresentamos os aspectos biologizantes e sociais das teorias bonapartistas e a relevância do seu estudo em torno dos 200 clitóris.

Concluímos que há uma considerável relevância da obra bonapartista sobre a sexualidade da mulher nos estudos contemporâneos de gênero. As construções teóricas realizadas pela princesa Marie apresentam uma potência original que verificamos na perpetuação de certas preocupações que estão além de seu tempo e alcançam os trabalhos de uma época futura. Por exemplo, como pensar o prazer sexual das mulheres transexuais? O que se estuda sobre a inadaptação da mulher à função sexual hoje e quais as soluções para isso na ciência contemporânea? Como a psicanálise hoje se preocupa com a frigidez nos seus aspectos clínicos e teóricos? E como as construções bonapartistas podem nos ajudar nessa seara? Enfim, identificamos e demonstramos o papel da princesa Marie na história do pensamento psicanalítico, cujos trabalhos transcendem o contexto histórico, intelectual e cultural de seu tempo.

 

Referências

AMOUROUX, R. Marie Bonaparte: entre biologie er freudisme. Rennes: Presses Universitaires de Rennes, 2012.         [ Links ]

APPIGNANESI, L.; FORRESTER, J. As mulheres de Freud. 2. ed. Tradução de Nana Vaz de castro e Sofia de Sousa Silva. Rio de Janeiro: Record, 2011.         [ Links ]

BERTIN, C. A última Bonaparte. Tradução de Rachel Meneguello. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989.         [ Links ]

BONAPARTE, M. Les deux frigidités de la femme. In: ______. Psychanalyse et Biologie. Paris: Presses Universitaires de France, 1952b. p. 12-19.         [ Links ]

BONAPARTE, M. Notes sur l’excision. In: ______.Psychanalyse et biologie. Paris: Presses Universitaires de France, 1952c. p. 107-123.         [ Links ]

BONAPARTE, M. Passivité, masochisme et féminité. In: ______. Psychanalyse et biologie. Paris: Presses Universitaires de France, 1952a, p. 26-33.         [ Links ]

BONAPARTE, M. Sexualité de la femme. Paris: Presses Universitaires de France, 1967.         [ Links ]

BOURGERON, J-P. Marie Bonaparte. Paris: Presses Uniersitaires de France, 1997. 128 p.         [ Links ]

FREUD, S. Conferência XXXIII: Feminilidade (1933 [1932]). In: ______. Novas conferências introdutórias sobre psicanálise e outros trabalhos (1932-1936). Direção-geral da tradução de Jayme Salomão. Rio de Janeiro: Imago, 1976. p.113-134. (Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud, 22).         [ Links ]

FREUD, S. Sexualidade feminina (1931). In: ______. O futuro de uma ilusão, o mal-estar na civilização e outros trabalhos (1927-1931). Direção-geral da tradução de Jayme Salomão. Rio de Janeiro: Imago, 1980. p. 254-279. (Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud, 21).         [ Links ]

FREUD, S. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905). In: ______. Um caso de histeria, três ensaios sobre a teoria da sexualidade e outros trabalhos (1901-1905). Direção-geral da tradução de Jayme Salomão. Rio de Janeiro: Imago, 1980. p. 129-238. (Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud, 7).         [ Links ]

IÑIGUEZ, L. A análise do discurso nas ciências sociais: variedades, tradições e práticas. In ______. Manual de análise do discurso em ciências sociais. Tradução de Vera Lúcia Joscelyne. Petrópolis: Vozes, 2005b, p. 105-160.         [ Links ]

IÑIGUEZ, L. A linguagem nas ciências sociais: fundamentos, conceitos e modelos. In: ______. Manual de análise do discurso em ciências sociais. Tradução de Vera Lúcia Joscelyne. Petrópolis: Vozes, 2005a, p. 50-104.         [ Links ]

LACAN, J. Escritos. Tradução de Vera Ribeiro. Revisão técnica de Antonio Quinet e Angelina Harari. Preparação de texto de André Telles. Rio de Janeiro: Zahar, 1998. (Campo Freudiano no Brasil).         [ Links ]

LAPLANCE, J. La sexualité humaine, biologisme et biologie. Le plessis-Robinson, Institut Synthélabo, 1999.         [ Links ]

LAPLANCHE, J. Novos fundamentos para a psicanálise. Tradução de C. Berliner e E. Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 1992.         [ Links ]

LAPLANCHE, J. Ponctuation: La révolution copernicienne inachevée. In: ______. La révolution copernicienne inachevée. (Travaux 1967-1992). Paris: Quadrige; PUF, 2008, p. III-XXXV.         [ Links ]

LAPLANCHE, J. Sexual: a sexualidade ampliada no sentido freudiano (2000-2006). Tradução de V. Dresch e M. Marques. Porto Alegre: Dublinense, 2015.         [ Links ]

LEBOVICI, S. À propos de l’oeuvre scientifique de Marie Bonaparte. Revue Française de Psychanalyse, Paris, v. 47, n. 4, p. 1081-1093, 1983.         [ Links ]

LEMEL, A. Les deux cents clitoris de Marie Bonaparte. Paris: Éditions Mille et une nuits, 2010.         [ Links ]

NARJANI, A. E. Considérations sur les causes anatomiques de la frigidité chez la femme. Bruxelles-Médical, Paris, v. 42, p. 768-778, 1924.         [ Links ]

PAVLIEEVE, M. WAGNER, G. The evolutionary origin of female orgasm. J. Exp. Zool. (Mol. Dev. Evol.) 00B, p. 1-12, 2016.         [ Links ]

ROUDINESCO, E. Histoire de la psychanalyse en France. 1. Paris: Fayard, 1994, p. 330-344.         [ Links ]

WALLEN, K. LLOYD, E. A. Clitoral variability compared with penile variability supports nonadaptation of female orgasm. Evolution & Development. v. 10, n. 1, p. 1-2, jan./feb. 2008.         [ Links ]

WALLEN, K. LLOYD, E. A. Female sexual arousal: genital anatomy and orgasm in intercourse. Hormones and Behavior. v. 59, p. 780-792, dez. 2011.  

 

Publicado originalmente por: Periódicos Eletrônicos em Psicologia> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-73952017000200008

 

 

 

 

Please reload

deixe seu comentário abaixo

INSTITUTO ESFERA

Rua Amador Bueno, 1300, Centro

Ribeirão Preto - SP | (16) 3625-0656