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CONTEXTUALIZAÇÕES HISTÓRICAS DA PSICANÁLISE

Para entendermos o caráter desbravador da psicanálise, antes de mais nada é importante compreendermos que ela surge em um contexto muito especifico, não nasce em qualquer lugar e em qualquer tempo, trata-se de um produto europeu do final do século IXX. Se Freud tivesse nascido em qualquer outro lugar do planeta ou época, provavelmente a psicanálise não existiria.

 

Naquele momento a Europa estava envolta por grandes descobertas científicas e aventuras pelo mundo, desbravando culturas ditas “selvagens”, publicando “A Origem das Espécies” de Darwin entre outras tantas coisas.

Com toda esta purulência de descobertas, a questão sexual ainda era vista culturalmente como aquele pedaço selvagem, instintivo e quase, se não completamente, incontrolável do ser humano. Nesta visão que reside grande parcela da confusão entre instinto e pulsão.

 

A ideia de um profundo encantamento com essa força sexual selvagem, abordada na literatura, mas reprimida na ordem moral e cultural puritana da época, faz deste tema algo quase que não racionalizável.

 

Eis um dos aspectos desbravadores da psicanálise, que foi combustível, principalmente no século 21, para tantos movimentos culturais vistos como libertários.

 

A ideia de libertária adere a psicanálise na medida em que a própria temática da sexualidade é posta por ela na ciência e na academia, enfrentando a moralidade burguesa, que mantinha certa “distância” do assunto.

 

Freud opta por desbravar este caminho e carregar o fardo dos preconceitos burgueses sobre certas temáticas, para nos dar o que viemos a conhecer como psicanálise!

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