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INSTINTO PARA OS ANIMAIS, PULSÃO PARA OS HUMANOS

 

Neste poste vou tratar sobre algumas confusões conceituais que acontecem dentro da psicanálise que se dão principalmente em torno da teoria da libido.

A libido muitas vezes é associada ao conjunto conceitual de instinto e isso parece alto evidente, já que no senso comum e nas disciplinas biológicas o instinto muitas vezes é associado aos impulsos sexuais, de preservação da vida, instinto de comer, de sobrevivência e etc.

Naturalmente que isso é uma visão da disciplina de biologia, pensar a sexualidade como uma demanda fisiológica humana, como comer por exemplo, não é o que ocorre na psicanálise.

Não podemos equalizar o conceito de libido e instinto pelas razões que vou enumerar: muito antes de Freud, já habitava o imaginário humano a ideia de que a sexualidade é uma parte selvagem de nós, que por um impulso qualquer nos leva a colocar em prática certos instintos, como que libertando um pedaço animal que sempre eclode em algum momento no humano.

O instinto na psicanálise está associado aquilo que é inato de uma certa espécie, ou seja, o que se compartilha entre todos os entes. No caso humano, a psicanálise prefere chamar, o que se entende comumente por instinto, de pulsão. Em nós a pulsão nasce de atividades instintuais, mas não se resume a elas.

 Vou explicar melhor...

O instinto é como que uma resposta automática a certas situações e estímulos, que por sua vez possui um objeto fixado para todos os indivíduos de uma espécie. Um exemplo claro disso é o comportamento do leão, independente do indivíduo, ao ver uma gazela partirá para o ataque em busca de uma refeição.

No humano este objeto não está fixado, como na figura da gazela para o leão, envolve uma mutabilidade, as respostas de cada indivíduo humano aos estímulos do meio variam de acordo com seus campos de significado. Alguns humanos ao ver uma gazela grelhada servida no prato podem salivar e outros, no entanto, podem pensar “que nojento”!

Neste sentido que se aplica o conceito de pulsão no ser humano, diferente do instinto para os animais.

 

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