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A ESPECIFICIDADE DA PSICANÁLISE

                                                                                                                              

Recebo muitas perguntas a respeito da especificidade da psicanálise e sua relação com outros campos de saber e outras formas psicoterapêuticas.

 

A psicologia é uma formação acadêmica, portanto dada dentro de uma universidade como curso superior. A psicologia é um campo bastante amplo que envolve as chamadas psicoterapias, em outras, palavras a psicologia clínica. Essas psicoterapias, por sua vez, são geridas pelas mais diversas acepções teóricas, nascidas dos mais diversos autores. A psicologia também tem atuações não, eminentemente, clínicas, más atuações ligadas ao campo organizacional do trabalho, como em esportes, jurídica forense, dentre outros. Enfim, é um campo bastante amplo.

 

Hoje vou me dedicar mais a diferenciação específica entre a psicoterapia, ou terapias diversas, e a psicanálise.

 

Existem muitas derivações teóricas em psicoterapias, para citar algumas: há a abordagem centrada na pessoa, de Carl Rogers; fenomenologia; terapia comportamental cognitiva; psicologia analítica Junguiana; e diversas outras.

 

Estas acima citadas são famosas e também mais antigas. No entanto, hoje existe um campo bastante vasto, que vai além das modalidades que mencionei.

 

O que importa dizer é, naturalmente, que essas diferentes abordagens psicoterapêuticas têm suas especificidades.

 

A especificidade da psicanálise nasce historicamente primeiro por ser Freud aquele que fundou a clínica psicológica. Antes de Freud não havia nenhum meio de intervenção psíquica sobre males psíquicos, sobre o sofrimento psíquico, com esta característica.

 

Existiam, sim, recomendações médicas como: “faça uma viagem”; “passe um tempo nos Alpes”; “passeie nas montanhas”; “vá tomar um banho gelado”, enfim, coisas das mais diversas ordens. Mas não eram intervenções psíquicas como a proposta pela psicanálise.

 

 

 

Freud cria um campo metodológico terapêutico que envolve, fundamentalmente, por meio da relação da fala, através da comunicação via linguagem verbal, visando descobrir e instantaneamente intervir em uma certa dinâmica do psiquismo, do conjunto do mal-estar psíquico, do sofrimento psíquico de um analisando.

 

Freud foi o pioneiro neste tipo de tratamento, antes dele não existia a clínica psicológica como a conhecemos.

 

Freud, por conta de sua genialidade e de seus colaboradores e discípulos, pode-se dizer que tornou a psicanálise, sem dúvida alguma, a mais sofisticada teoria do campo de intervenção metodológico no psiquismo (digo isso sem nenhum tipo de corporativismo, sou uma pessoa profundamente interessada por todas as abordagens em psicologia, as quais já li boa parte das obras).

 

Acredito também que outras formas de psicoterapias, muitas delas, não todas, são oriundas da psicanálise, em maior ou menor distância. Muitas descobriram nos conceitos da psicanálise, no vocabulário da psicanálise, algo que também iluminou o pensamento de teóricos distantes deste campo, no que tange à execução de suas próprias psicoterapias.

 

Mesmo algumas delas, que se postam francamente opostas ou contrárias à psicanálise, de alguma forma são “devedoras” da psicanálise, outras não.

 

Mas o fato é que a especificidade da psicanálise se dá através de um setting, de uma relação atravessada pelo campo simbólico da linguagem e atravessado, pelo que Freud vai teorizando, como o conceito central da psicanálise, que é o conceito de inconsciente.

 

O conceito de inconsciente puxa, por assim dizer, ou está, absolutamente, ligado a um outro, esse de caráter eminentemente clínico, mas com base no conceito de inconsciente, que é: o conceito de campo transferencial ou transferências.

 

Em outras palavras, o método psicanalítico e o conjunto teórico da psicanálise possuem sua especificidade, basicamente, nesses dois conceitos: inconsciente e transferência. No sentido das descobertas e da possibilidade de atuação terapêutica da psicanálise, assim como ela teoriza.

 

Isso me parece que indica a grande especificidade da intervenção psicanalítica.

 

 

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