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BRAINSTORM

31/05/2017

 

 

No artigo passado (Empatia, Entendendo o Problema do Outro) abordarmos a necessidade das partes em uma negociação terem empatia uma pela outra para entenderem suas necessidades e objetivos com a negociação, para que ambas possam ter suas expectativas satisfeitas e assim criarem um acordo sustentável.

 

O trabalho de forma conjunta das partes envolvidas em um conflito cria a possibilidade de terem uma visão mais ampla da situação, pois cada uma delas contribuirá com a sua visão e considerações sobre o todo ao invés de ficarem limitadas às suas próprias visões.

 

Como falamos no artigo passado, enquanto as partes tiverem a ideia de que existe apenas um bolo fixo a ser repartido, ficarão se degladiando por migalhas. No momento em que elas entendem que não existe um bolo fixo, mas sim que o tamanho do bolo a ser repartido dependerá do nível de cooperação delas somado ao nível de criatividade delas, a possibilidade do resultado da negociação ser satisfatório para ambas é muito maior.

 

Nessa linha, a melhor forma para as partes trabalharem em conjunto é deixar as ideias fluírem sem julgá-las (técnica chamada Brainstorming ou temporal de ideias no português), apenas listando todas elas, deixando a análise da viabilidade de cada uma das ideias para um segundo momento.

 

O não julgamento das ideias no primeiro momento se dá com o intuito de (i) deixar as ideias fluírem livremente para aproveitar o fluxo de criatividade e (ii) mesmo que uma ideia seja absurda, ela pode ser o fato gerador de uma segunda ideia que talvez essa sim seja uma opção viável para as partes.

 

 

 

O Brainstorm decorre da criatividade e cooperação das partes, bem como da sua intenção de buscar uma solução satisfatória para ambos os lados. Além disso, um mediador bem preparado vai potencializar esse trabalho de Brainstorm estimulando as partes a investigarem todas as possibilidades,  opções e alternativas de soluções para cada item em questão.

 

Outra possibilidade para que o Brainstorm ocorra de forma fluída é determinar previamente um tempo para sua duração, por exemplo 20 minutos. Assim, durante todo o tempo que foi previamente estipulado, as partes focam suas energias exclusivamente no Brainstorm, criando o máximo de opções e alternativas possíveis e somente após o término desse tempo é que elas entrarão na fase de análise de viabilidade de cada ideia listada durante o Brainstorm, listando as melhores ideias e descartando as inviáveis.

 

A partir daí inicia-se a fase chamada Teste de Realidade. Nesse momento as partes analisam as melhores possibilidades e se questionam se tal possibilidade é viável, factível de ser cumprida. Se não for viável, o que pode ser feito pelas partes para que ela se torne viável? Ainda assim ela será considerada a melhor opção? Em caso positivo, as partes escolhem essa opção, caso contrário descartam ela e analisam a opção seguinte na lista de possibilidades.

 

“Nossos pensamentos e imaginação são os únicos limites reais para as nossas possibilidades” Orison Swett Marden

 

Sempre existe mais do que aquilo que vemos. Um mediador pode facilmente canalizar as energias das partes de um conflito para uma solução, especialmente pelo fato de não estar envolvido emocionalmente com o conflito. Esse será o tema do nosso próximo artigo.

 

 

 

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