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A LUA, OS CHAKRAS E O APRIMORAMENTO INTERNO

 

O texto de hoje tem como propósito ser simultaneamente informativo e reflexivo. Hoje é um dia especial. Na verdade, cada dia é um dia especial justamente por ser o dia de HOJE. De qualquer modo, o fato da Super Lua ter estado em sincronia com o Eclipse Lunar ontem movimentou muita energia, aflorou muitas emoções e despertou muita conscientização. Devido a este fenômeno astronômico a Terra está recebendo hoje um tsunami de energia, que está se propagando intensamente, e que fortalece a frequência vibratória na qual você se encontra. Portanto este é um ótimo momento para juntar forças internas – a Lua representa a energia interna, feminina, intuitiva, enquanto o Sol representa e energia externa, masculina, ativa – desbloquear canais de energia e renovar o alinhamento dos chakras.

 

Caso você não saiba muito como fazer isso por não ter conhecimento sobre os chakras, tentarei oferecer algumas informações que possam te ajudar e – espero –  te motivar, a sentar-se por alguns minutos cada dia e procurar acalmar a mente.

 

"O yoga acredita que a saúde espiritual é ativada por um sistema de chakras ou centros "nervosos" situados ao longo da coluna vertebral. A energia cósmica encontra-se adormecida nesses chakras e deve ser despertadas pela auto-realização. (...)

Chakra, em sânscrito, significa "roda" ou "anel". Os chakras pessoais contém energia adormecida e são encruzilhadas críticas, que determinam o estado do corpo e da mente. Assim como o cérebro controla as células nervosas – os neurônios –, os chakras sintonizam o prana – energia cósmica –, que existe em todos os seres vivos, e a transformam em energia espiritual, que se difunde pelo corpo através dos nadis, ou canais (de energia)."

(trecho extraído do livro "Iyengar Yoga: posturas principais. Uma introdução às posturas clássicas", São Paulo : Cores & Letras, 2009)

 

Existem onze chakras, dos quais sete são cruciais e serão definidos abaixo. Cada chakra é localizado em um centro energético, corresponde a um elemento, a uma cor, e contém um bija (semente sonora, mantra) e uma afirmação que o fortalecem. São eles: 

 

 

 

Nome: Muladhara

Centro energético / localização: Raíz; Base do invólucro anatômico

Elemento: Terra

Cor: Amarelo

Bija / Mantra: LAM

Afirmação: Eu tenho

Características do elemento: Enraizamento, firmeza, estabilidade, solidez, integridade, equanimidade.

 

Nome: Swadhishtana

Centro energético / localização: Sacro (4cm abaixo do umbigo)

Elemento: Água

Cor: Branco

Bija / Mantra: VAM / BAM

Afirmação: Eu sinto / Eu desejo

Características do elemento: Soltura, relaxamento, fluidez, desobstrução, transparência, plenitude, contentamento.

 

Nome: Manipuraka

Centro energético / localização: Plexo solar (boca do estômago)

Elemento: Fogo

Cor: Vermelho

Bija / Mantra: RAM

Afirmação: Eu posso

Características do elemento: Calor do corpo, ativação, motivação, ação, despertar da luz, energia,  força de vontade, criatividade, consciência desperta.

 

Nome: Anahata

Centro energético / localização: Coração (centro do peito)

Elemento: Ar

Cor: Verde

Bija / Mantra: YAM

Afirmação: Eu amo

Características do elemento: Respiração, expansão do pulmão, compreensão, comunicação, mudança constante, amplitude de visão.

 

Nome: Vishuddhi

Centro energético / localização: Garganta

Elemento: Éter, espaço

Cor: Azul

Bija / Mantra: HAM

Afirmação: Eu comunico

Características do elemento: Espaço da mente; brilho no olho.

 

Nome: Ajna

Centro energético / localização: Terceiro olho (glândula pineal)

Elemento: O Elemento Supremo

Cor: Anil

Bija / Mantra: AUM / OM

Afirmação: Eu compreendo

Características do elemento: Intuição, conexão com o divino.

 

Nome: Sahasrara

Centro energético / localização:

Elemento: Som cósmico

Cor: Violeta

Bija / Mantra: AUM / OM

Afirmação: Eu sou

Características do elemento: Além dos elementos, o som universal, integração com o divino.

 

A práticas de meditação e yoga despertam os chakras, gerando uma energia que circula pelo corpo por meio das nadis. Assim, inicia-se o despertar da energia divina existente entre todo ser humano.

 

Como começar? Mesmo que possa parecer complexo, na verdade é muito simples: basta sentar-se em uma posição confortável, com a coluna ereta e, por alguns minutos, observar o fluxo natural de sua respiração. A cada vez que sua mente te distrair, você serenamente aceita o ocorrido (afinal, pensar é a natureza da mente) e, sem julgamento, redireciona sua atenção para o fluxo do ar que entra e sai. Após alguns minutos ou alguns dias de prática, você também pode auto-conduzir esta meditação levando sua concentração aos pontos energéticos dos chakras, iniciando pelo chakra básico (mais material, concreto) e subindo até o chakra coronário (mais sutil). Você pode imaginar uma luz da cor correspondente ao chakra, pode repetir a afirmação de cada um, pode imaginar as características do elemento de cada um sendo equilibradas em seu corpo... enfim, você pode fazer isso de diversas formas e cada pessoa encontrará a maneira que melhor servirá para cada momento. O importante é começar! Iniciar este exercício de observação interna, com uma curiosidade genuína: "O que será que está acontecendo internamente agora?." Mas lembre-se de observar sem "dar corda" a esses pensamentos. Identifique-os, e deixe-os passar, sem se apegar a nenhum deles. É muito importante que você reconheça que você não é nenhum desses pensamentos... você é uma consciência que testemunha todos eles.

 

Tente imaginar o seguinte: nós temos em média de 600 a 700 MIL pensamentos por dia, o que equivale a aproximadamente 40 pensamentos por minuto! Já imaginou isso dessa forma? Como podemos ter clareza mental quando 40 pessoas estão falando ao mesmo tempo? Já esteve em alguma situação na qual várias pessoas falavam ao mesmo tempo e você não conseguia escutar bem nenhuma delas? Não chega a ser uma experiência angustiante, ou ao menos desconfortável? Pois cada um de nós vive esse experiência angustiante diariamente. Quando sentamos para meditar, começamos a fazer o exercício de diminuir a intensidade de todas essas vozes, e tudo começa observando-as. Normalmente interagimos constantemente com elas, o que faz emergir em nós uma série de emoções confusas. Procure apenas observá-las, sem julgá-las e sem participar da conversa. Quando você faz isso, mesmo por alguns segundos, você cria espaço interno. Imagine que em sua mente exista uma forma de você mesmo: uma silhueta com a qual você se identifica: corpo, gostos, aversões, personalidade, ideais, conceitos e pré-conceitos.  Tudo isso diferencia você do resto, mas ao mesmo tempo de certa forma te sufoca e te promove um sentimento de inadequação. Pense nessa fôrma (como uma fôrma de bolo mesmo) como uma casca que envolve sua essência. A cada vez que você medita e cria um pouco de espaço entre o tumulto de vozes, um pedacinho dessa casca se dissolve. A cada pedacinho que se dissolve, mais espaço é conquistado. O que acontece quando toda a casca se dissolve? Você fica livre. Você se integra com o restante, fazendo parte dele e sendo a mesma coisa que ele. Você então entra em contato com a realidade, onde somos todos um e nada difere eu de você. Onde somos todos felizes e livres. Sem julgamentos, sem sofrimentos, sem melhor ou pior, bom ou ruim. União. É a tradução da palavra Yoga. Pense nisso...

 

Namaste!

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